quarta-feira, 4 de agosto de 2010



Os sonhos encantados na memória
não morrem; onde quer que a vida breve
nos leve, há de nos dar um sono leve

Uma pequena lua desenha-se
no céu iluminando os sonhos
nos desvãos do pesadelo
estamos nus

Entre mistérios escuros
nossos rostos descobertos
vejo-te e toco teus relevos
sorrio em silêncio

O tempo espreita
em beijo se insinua
o desejo lambe os dedos
toca a música da noite

Vivo para sempre
som dentro do sonho
lúcido e claro coração
sonha a sós contigo

Em vertigem
o verso insone
já nem precisa mais de asas

ANGELA WARLET

Nenhum comentário: