quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

8. APRECIAÇÃO CRISTINA DA TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS

Com a publicação do livro de Roethlisberger e Dickson, relatando a Experiência de Hawthorn, a Teoria das Relações Humanas passou a dominar a teoria administrativa.
Ao final da década de 1950, a Teoria das Relações Humanas entrou em declínio, passando a ser intensamente criticada, a tal ponto que suas concepções passaram a ser revistas e alteradas.
Dentre as críticas à Teoria das Relações Humanas, Chiavenato (2003) alinha as seguintes:

1) Oposição cerrada à Teoria Clássica – Em muitos aspectos, a Teoria das Relações Humanas foi diametralmente oposta à Administração Científica: os fatores considerados decisivos e cruciais por uma escola, mal eram focalizados pela outra, e as variáveis que uma considerava centrais eram quase ignoradas pela outra.
2) Inadequada visualização dos problemas de relações industriais – seja da compreensão do problema do conflito e dos interesses conflitantes dos empregados e da organização, seja da própria localização das causas e das implicações desse conflito.

3) Concepção ingênua e romântica do operário – imagem do um trabalhador feliz, produtivo e integrado no ambiente de trabalho. Contudo essa imagem nem sempre foi confirmada por pesquisas posteriores, que descobriram trabalhadores felizes e improdutivos, descaracterizando a correlação entre satisfação e produtividade.

4) Limitação do campo experimental – restrito à fábrica, deixando de verificar outros tipos de organizações, como bancos, hospitais, universidades etc, o que reduz a aplicabilidade das suas teorias e conclusões.

5) Parcialidade das conclusões – restringindo-se à organização informal e sofrendo de uma escassez de variáveis, enfatizando os aspectos informais da organização e relegando os aspectos formais a um plano inferior.
6) Ênfase nos grupos informais – concentração no estudo dos grupos primários como seu principal campo de atuação. Supervaloriza a coesão grupal como condição de elevação da produtividade.

7) Enfoque manipulativo das relações humanas – os autores da Escola das Relações Humanas se preocuparam mais com o bem-estar e com a felicidade dos trabalhadores, esquecendo-se de que essa preocupação não é a função principal da empresa, que é a de produzir bens e gerar lucros. Essa teoria tem sido criticada pelo fato de desenvolver uma sutil estratégia manipulativa de enganar os operários e fazê-los trabalhar mais e exigir menos.
Conceito de manipulação: “[...] processo por meio do qual se condiciona o indivíduo a fazer qualquer coisa sem a sua participação realmente livre”.

8) Outras críticas – a Escola da Administração Científica e a de Relações Humanas possuem idéias úteis, mas que se aplicam a situações diferentes, embora sejam exceções os casos em que suas abordagens não podem ser aplicadas.
Referências: CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

3 comentários:

Ana Kalinne disse...

Ola, gostei bastante de seu blog, bem criativo e bonito.
Também usei o texto sobre a teoria das relações humanas como pesquisa para responder algumas questões da faculdade rs Obrigada!
Deus continue te abeçoando... Felicidades! E Parabéns!!!

Lilly Stundis disse...

Oi!!!! foi de grande ajuda estas informações, vale vai ajudar muito no meu trabalho, na facu. Beijos!!!!

Ivan silva disse...

Venho informa minha satisfação com o seu blog .
Ótimo bem desenvolvido o assunto é e claro foi muito útil na sala de aula .