quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Os objetivos proporcionam uma diretriz ou uma finalidade comum

- Permitem o trabalho em equipe e eliminam as tendências egocêntricas de grupos existentes na organização;
- Servem de base para avaliar planos e evitam erros devidos à omissão;
- Melhoram as possibilidades de previsão do futuro. A organização deve dirigir o seu destino, em vez de submeter-se às fatalidades ou ao acaso;
- Quando os erros são escassos, os objetivos ajudam a orientar e prever a sua distribuição criteriosa.
3.1. Critérios de escolha dos objetivos

São fixados de acordo com a prioridade e a contribuição para o alcance dos resultados-chava da empresa.
Exemplos de critérios:
- Procurar as atividades que têm maior impacto sobre os resultados;
O objetivo deve ser específico, mensurável, claro e basear-se em dados concretos: o que, quando, quanto;
- Focar objetivos na atividade e não na pessoa;
- Detalhar cada objetivo em metas subsidiárias;
- Usar linguagem compreensível para os gerentes;
- Manter-se dentro dos princípios de administração. Concentrar-se nos alvos vitais do negócio e não se dispersar em atividades secundárias;
- O objetivo deve indicar os resultados a atingir, mas não deve limitar a liberdade de escolha dos métodos. Indicar o quanto, mas não o como;
- O objetivo deve ser difícil de ser atingido, requerendo um esforço especial, mas não a ponto de ser impossível;
- O objetivo deve representar uma tarefa suficiente para todo o exercício fiscal da empresa;
- O objetivo deve estar ligado ao plano de lucros da empresa, que deve ser, para alguns autores, o objetivo último.

Exemplos de objetivos:
- Posição competitiva no mercado;
- Inovação e criatividade nos produtos;
- Produtividade eficiência e qualidade;
- Aplicação rentável nos recursos físicos e financeiros;
- Taxa de dividendos ou índice de retorno do capital investido (lucro);
- Qualidade de administração e desenvolvimento dos executivos;
- Responsabilidade pública e social da empresa;
- Satisfação do cliente;
- Competitividade no cenário globalizado.

3.2. Hierarquia dos objetivos
Os objetivos precisam ser escalados em uma ordem gradativa de importância, relevância ou de prioridade, em uma hierarquia de objetivos, em função de sua contribuição à organização como um todo. Existem três níveis de objetivos: estratégicos, táticos e operacionais.

Objetivos estratégicos –
São os chamados objetivos organizacionais, abrangendo a organização como um todo, e caracterizados pela globalidade e longo prazo;

Objetivos táticos –
Objetivos departamentais, referentes a cada departamento da organização, são caracterizados pela ligação com cada departamento e médio prazo;

Objetivos operacionais –
Referentes a cada atividade ou tarefa, são caracterizados pelo detalhamento e curto prazo.

Para que a hierarquia de objetivos seja equilibrada, são necessários os seguintes cuidados:

- Os objetivos devem traduzir as aspirações fundamentais da empresa;

- Devem fazer com que todos os órgãos da empresa contribuam com uma parcela do esforço geral;

- Devem levar em conta a necessidade de várias alternativas para a sua execução, assim como a relativa eficiência e o custo de cada uma delas;

- Devem ser comunicadas a todos os interessados para que cada qual compreenda as metas da respectiva função e suas relações com os objetivos fundamentais da empresa;

- Devem ser periodicamente reexaminados e reformulados, para serem atualizados, de acordo com a mudança das condições do mercado.

4. A estratégia organizacional
- Escolhidos e fixados os objetivos a serem alcançados, o próximo passo é estabelecer a estratégia organizacional a ser utilizada, para alcançá-los de forma efetiva, e escolher as táticas e operações que melhor implementem a estratégia adotada.
- Conceito de estratégia:
“A mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global visando atingir os objetivos no longo prazo.” O planejamento para cinco anos na empresa requer uma estratégia, à qual se liguem os planos táticos de cada ano compreendido nesse período.

- Conceito de tática:

É um esquema específico de emprego de recursos dentro de uma estratégia geral.” O orçamento anual ou o plano anual de investimentos são planos táticos dentro da estratégia global a longo prazo.

4.1. As categorias (tipologia) de estratégias segundo Ansoff

- Máximo rendimento anual – É uma estratégia que extrai o máximo de seu ativo e eleva ao máximo a liquidez de caixa, visando sobreviver para produzir rendimentos;

- Ganhos de capital –
Busca lucratividade no longo prazo. É típica de empresas que querem atrair capital;

- Liquidez de patrimônio – Busca atrair compradores, procurando demonstrar flexibilidade patrimonial, mesmo que com baixa rentabilidade. É típica de empresas que querem abrir seu capital ou fundir-se com outros grupos de empresas;

- Responsabilidade social – É focada em questões comunitárias ou ecológicas, com as quais o seu interesse está identificado. É o caso de fabricantes de papel com campanhas de proteção a reservas florestais para proteger seus interesses a longo prazo;

- Filantropia –
Aplica recursos em objetivos não-econômicos ou instituições não lucrativas (como fundações científicas ou humanitárias);

- Atitude para com os riscos – É focada na redução dos riscos do negócio, mesmo que isso reduza os lucros. É o caso de uma administração velha que pretende se perpetuar no poder.

Observação: A tipologia de estratégias de Ansoff não esgota o assunto, podendo ocorrer combinações variadas entre elas.

4.2. Planejamento estratégico
A Teoria Neoclássica inaugura uma importante área na teoria administrativa: A administração estratégica, que se tornou uma disciplina acadêmica.

O modelo prescritivo de planejamento estratégico dos neoclássicos seque cinco estágios, a saber:

1º) Formulação dos objetivos organizacionais (identificar as alternativas estratégicas relevantes, focalizando a direção estratégica a seguir - foco);
2º) Análise externa do ambiente ou auditoria externa (análise SWOT);
3º) Análise interna da empresa ou auditoria interna (análise SWOT);
4º) Formulação das alternativas estratégicas e escolha da estratégia a ser utilizada (decisão);
5º) Desenvolvimento de planos táticos e operacionalização da estratégia (o que fazer - ação).

4.2.1. Análise ambiental (SWOT)

– Estudo da situação:
Análise interna (o que temos na organização):
- Pontos fortes (Strenghts);
- Pontos fracos (Weakness).
Análise externa (o que há no mercado - ambiente):
- Oportunidades (Opportunities);
- Ameaças (Threats).

Referências: CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003, pp. 227-47.

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