quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

CARVÃO


Surgiu como um clarão 
Um raio me cortando a escuridão 
E veio me puxando pela mão 
Por onde não imaginei seguir 
Me fez sentir tão bem, como ninguém 
E eu fui me enganando sem sentir 
E fui abrindo portas sem sair 
Sonhando às cegas, sem dormir 
Não sei quem é você
O amor em seu carvão 
Foi me queimando em brasa num colchão 
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão 
O amor me consumiu, depois sumiu 
E eu até perguntei, mas ninguém viu E fui fechando o rosto sem sentir 
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você
No espelho da ilusão 
Se retocou pra outra traição 
Tentou abrir as flores do perdão 
Mas bati minha raiva no portão 
E não mais me procure sem razão 
Me deixa aqui e solta a minha mão 
Eu fui fechando o tempo, sem chover 
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer 
Quem é você?

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