sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ETERNA SOLIDÃO

Madrugada quente...

Quarto, artificialmente, frio...
Insônia cruel dominando a minha mente.
Fecho os olhos e me perco numa estrada
onde tenho a doce visão do teu rosto
Imagino teus beijos
e um alento invade a minha alma
Sinto teus lábios úmidos unindo-se aos meus
Enlouqueço com o serpentear
da tua língua buscando a minha saliva
Aqueço-me no calor do teu corpo
e navego na maciez da tua pele

Ouço o pulsar do meu coração em batidas descompassadas
A paixão me invade
e o desejo de te amar me domina
Sussurro, em teu ouvido, delírios de amor e paixão

Teu hálito quente prenuncia um orgasmo
O rubor de tua face me enlouquece
O clímax do nosso amor acontece
Ejaculo delirando de prazer

O telefone toca...
Abro os olhos e não te vejo...
Atendo na esperança de ouvir tua voz...
É o serviço de despertador anunciando que o dia amanheceu
Volto a realidade...
Percebo, enfim,
Que passei mais uma noite
Amando-te na minha eterna solidão.



 Fev/2007
© Magno R Almeida
Obra registrada na Biblioteca Nacional
e protegida pela Lei 9610 de 19/02/1998

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