segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por que me fazes perder a direção,

Se no final sou eu que pago minha fiança?
A multa que empobrece o coração
Só não é pior que perda total da esperança.

Se sabias que a estrada era perigosa,
Por que não a iluminou amorosamente?
Por que se fez tão teimosa
E não tampou saudades da minha frente?

Como voltar a guiar um amor,
Se, após esse acidente, perdi a coragem?
Sei que acelerar um coração tem seu valor,
Mas confiança não se conquista na reciclagem.

Rogerio dos Santos Rufino

Um comentário:

Rogerio disse...

Poxa vida! Fiquei muito orgulhoso por ter este meu poema em teu blog. Muito obrigado por ter abrilhantado minha obra postando-a neste teu cantinho tão cheio de alegria. Abraços.