quarta-feira, 10 de março de 2010

Desabafo da natureza

 
Minha resposta cairá sobre você e seus descendentes
na fúria de meus furacões e tsunames,
arrasarei até o mais suntuoso já edificado,
enviarei a chuva ácida sobre suas cabeças insanas.




Provocarei instabilidade em seu clima.
Dos frutos que tanto almeja deleitar-se,
já não mais comerás.
 
Antes da sua invasão inconseqüente,
pairava sobre ti a calma brisa a passar pelo seu rosto.






Hoje, o que recebes são tempestades carregadas de fúria.
No seio de minhas florestas intocadas,
vivem meus animais amparados por minha incansável atribuição,
até o dia em que chegarão suas máquinas,
seus tratores guiados por seus operadores enlouquecidos.







Abraçarás sem piedade com seus laços de corrente
trazendo abaixo minhas filhas centenárias,
ao qual meu coração enchia-se de júbilo.
Já não existem mais,
paira sob suas águas um decomposto de dejetos químicos e humanos.






Até minhas reservas do líquido da vida,
guardadas e intactas há milhões de anos,
já foram descobertas.
Em sua pseudo intelectuidade,
já pensas na invasão quando isso for destruído.
Será, então, o começo do fim da sua soberania.


Sebastião Donizeti Eugênio
Mairiporã - SP -

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