segunda-feira, 12 de novembro de 2007

É MAGOA


Já vou dizendo de anti mão
Se eu encontrar com você
To com três pedras na mão
Eu só queria distancia da nossa distancia
Sai por ai procurando uma contra mão
Acabei chegando na sua rua
Na duvida de qual era a sua janela
Lembrei que era pra cada um ficar na sua
Mais é que até a minha solidão tava na dela
Atirei uma pedra na sua janela
Que logo correndo me arrependi
Foi o medo de te acerta
Mais pra te acertar
E disso eu quase me esqueci
Atirei outra pedra na sua janela
Uma que não fez o menor ruído
Não quebrou, não rachou não deu em nada
E eu pensei que talvez você tenha me esquecido
Eu só não consegui foi te acertar meu coração
Porque eu já era o alvo
De tanto que eu tinha sofrido
Ai nem precisava mais de pedra
Minha raiva quase transpassa a espessura do teu vidro
É magoa
O que eu choro é água com sal
Se der um vento é maremoto
Se eu for embora não sou mais eu
Água de torneira não volta
E eu vou embora
Adeeeeeeeeeeeuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus

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