segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Discurso de Formatura

Turismo 2003/02
Turma: Profª. Ivone Aguiar
Oradora Isabel Cristina da Silva

Paraninfa: Prof. Liduína Maia

Hoje é uma data significativa para cada um de nós, professores, familiares, amigos, colegas, esposos, esposas, namorados, namoradas, e em particular para nós, formandos.
Foram 04 anos de desafios, conquistas, tropeços, alegrias, incertezas, renúncias. Tornamos-nos amigos, companheiros, colegas, cúmplices de uma história, que foi escrita com a solidariedade dos amigos, com o encorajamento dos familiares, com os ensinamentos dos professores, mas principalmente, com a ousadia de cada um de nós.
E como dizia o escritor Fernando Pessoa, em uma de suas belas obras: “De tudo ficaram três coisas: a certeza de que estávamos sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes mesmo de terminar e fazer da interrupção um caminho novo, fazer da queda, um passo de dança, do medo, uma escada, do sonho, uma ponte, da procura, um encontro”.
E levamos muito a sério as palavras de Fernando Pessoa, pois o escritor nos deu motivação e fizemos da interrupção um caminho novo, passamos pelos buracos financeiros, pelos atoleiros da decepção, das ladeiras do sofrimento, e nas trilhas escorregadias dos conflitos individuais, fizemos das quedas, um passo de dança. E olha que dançamos muito forró, calipso, até o boi veludinho. Fizemos do medo a resistência e a perseverança para chegar ao final do curso. Subimos a escada com coragem e dúvidas se seriam sete ou oito semestres, mas com paciência e, principalmente, com perseverança passamos pela metamorfose de ser a última turma de oito semestres.
Neste período de convivência fomos nos conhecendo aos poucos, descobrindo que não éramos apenas mais um, e que era preciso caminhar de mãos dadas em busca dos sonhos, e que o sofrimento do colega era de todos. Aprendemos a viver a unidade na diversidade de ideologias. Aprendemos que cada um tem a sua especificidade, mas que temos muito em comum, soubemos viver as dores das perdas, assim como os sabores da vitória.
Neste momento de estrema alegria de se chegar a mais um percurso de nossa historia damos conta que construímos castelos de pedras tão resistentes que o tempo poderá até desbotar, mas nunca tirar o brilho, ou mesmo, destruir com uma simples tempestade.
Que os laços feitos foram de fibra de curauá e levará muito tempo pra desfazê-los.
Que as lágrimas derramadas pelas dores e os dissabores foram para lavar nossos olhos, pois assim podíamos ver melhor as trilhas construídas por nós mesmos.
Então colegas e amigos/as, que os caminhos se abram á sua frente. Que cada oportunidade seja aproveitada com honestidade, com integridade, com ética, e, sobretudo com muito respeito aos semelhantes. Que o vento da sabedoria sopre levemente em suas costas lhe empurrando em direção ao sucesso da sua profissão, que o sol brilhe de mansinho iluminando seus caminhos,
E que o Deus da Vida, lhe inspire, lhe guardando sempre e lhe encaminhe pelas estradas do sucesso e da fortuna.
Isabel Cristina

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