quinta-feira, 1 de março de 2007

O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?



A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?


Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.


O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados.



Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido: "...a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar. Os estilos de vida das nações ricas e a economia mundial devem ser reestruturados para levar em consideração o meio ambiente.

O que é desenvolvimento sustentável?
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
 
O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?

Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.

Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.


Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países.

Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados.


Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes.

Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido:

"...a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"


A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar. Os estilos de vida das nações ricas e a economia mundial devem ser reestruturados para levar em consideração o meio ambiente.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL



O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.

As pessoas que trabalharam na Agenda 21 escreveram a seguinte frase: "A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em encontrar suas próprias necessidades". Ficou confuso com tudo isso? Então calma, vamos por partes. Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável?

Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável (DS), que pode ser definido como: "equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social".


Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento? A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população.

O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

ESTÍMULO AO TURISMO SUSTENTÁVEL E A INCLUSÃO SOCIAL



A reciclagem – método de trazer de volta o que é jogado fora em um novo produto de consumo – pode ser um meio de promoção do turismo sustentável e, ao mesmo tempo, de estímulo à inclusão social. É o que mostra pesquisa feita pela publicitária Bibiana Stohler Sabença de Almeida, durante o curso de especialização Cultura, Turismo e Lazer, no CET/UnB.

“Quando a reciclagem é utilizada para transformar o lixo em arte, ela promove o desenvolvimento econômico das comunidades carentes, e ao mesmo tempo, atraí o turismo sustentável para a região, devido à especialidade artesanal. Dessa forma, promove pontos de venda no local e a inclusão social”, declara Bibiana. A pesquisadora também explica que “o aprendizado da arte por meio da reciclagem ajuda a melhorar a auto-estima da população de baixa renda, recuperando áreas abandonadas pelo poder público”.


Como exemplo dessa inclusão, Bibiana pesquisou o Projeto Reciclã, que tem o objetivo de promover a consciência da preservação ambiental, ensinando a reciclagem como instrumento modificador e socializador em comunidades carentes do Distrito Federal, como São Sebastião, Gama e Ceilândia - áreas marginalizadas e próximas aos lixões..

Por meio de entrevistas feitas com os idealizadores do projeto, os publicitários Nicole Monteiro e Henrique Vila Verde, a pesquisadora concluiu que a reciclagem pode tornar um caráter estratégico tanto para a comunidade quanto para o meio ambiente. Segundo os idealizadores, os participantes do Projeto Reciclã, na maioria mulheres desempregadas, obtêm suas rendas com a venda dos produtos confeccionados durante as oficinas de reciclagem.


Bibiana também constatou que, por meio da educação ambiental, ensina-se à comunidade como é feito o aproveitamento máximo dos resíduos, os processos de transformação do lixo, a reutilização de novos objetos, até o produto final para consumo e o lucro. Ela explica que a reciclagem foi uma solução surgida a partir do “excesso” de produção de resíduos originados pelo homem. Tanto que contribui positiva e gradativamente para a preservação e manutenção do meio ambiente.

Atualmente, ambientalistas, pesquisadores e estudiosos discutem sobre aquecimento global e suas implicações sobre o meio ambiente. Neste contexto, faz-se urgentemente necessário que o lixo seja reaproveitado, para que não contamine o solo e, conseqüentemente, os lençóis freáticos, nascentes, rios e lagos. 
Mas para isso, é preciso que haja mais participação do governo na adoção de políticas públicas voltadas à reciclagem, aos aterros sanitários e à educação ambiental, e também na promoção de campanhas informativas para conscientizar a população quanto à a preservação do meio ambiente e da reciclagem. No entanto, segundo o estudo feito por Bibiana, até o momento, o desenvolvimento das atividades de reciclagem do Projeto Reciclã tem sido realizado, em grande parte, pela iniciativa privada.

Pesquisa feita no curso Turismo, Cultura e Lazer mostra que a reciclagem promove o turismo sustentável e a inclusão social por meio da arte
Damares Trindade Da Assessoria de Imprensa do CET/UnB

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

DIA 02 DE MARÇO DIA DO TURISMO


Já vai longe o tempo em que o Turismo era simplesmente sinônimo de fazer excursão ou viagem de recreio a lugares interessantes.No dia do turismo, comemora-se uma atividade geradora de inúmeros serviços. Hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento são alguns setores que se beneficiam do movimento trazido pelo turismo e muitas vezes são preparados para operar exclusivamente em função deste ramo. Isto pode ser muito vantajoso, pois o turismo atrai investimentos, gera empregos e permite o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população.

Fazer turismo sempre soa como algo agradável e divertido. Pode também acrescentar-nos cultura e conhecimentos sobre lugares diferentes, com novos hábitos e costumes, ou ainda é sinônimo de aventura. Existe também o turismo de negócios e congressos, principalmente nas cidades grandes. O Brasil atende a todas estas modalidades de turismo e registra um grande crescimento relativo ao setor. Porém, além de comemorar este avanço, é preciso aprender a praticar o turismo consciente, voltado à necessidade de se preservarem os patrimônios naturais e culturais do País.
Autor: Juscelinos








DIA 05 DE MARÇO


DIA DO TURISMO




O turismo é um setor gerador de serviços em atividades como hospedagem, alimentação, transporte, entretenimento etc. De acordo com a Organização Mundial do Turismo e as Nações Unidas, define-se como turismo “as atividades praticadas pelos indivíduos durante as suas viagens e permanências em locais situados fora do seu ambiente habitual, por um período contínuo que não ultrapasse um ano, por motivos de lazer, negócios e outros”.




De acordo com a Associação Brasileira de Viagens, o turismo movimenta, no mundo, aproximadamente U$ 3,5 trilhões, representando quase 10% do PIB da terra. Segundo a Embratur, a indústria do turismo no Brasil movimenta mais de R$ 30 bilhões, o que representa algo em torno de 3,5% do PIB nacional, sendo que o turismo interno responde por, aproximadamente, 80% deste total.



No Brasil, o período de alta temporada coincide com as férias de julho e dezembro. Nesse último mês, por causa do verão, o Brasil recebe pessoas de todo o mundo, e também de outras regiões do Brasil, interessadas no calor e nas praias brasileiras.



Além do dinheiro, o turismo é uma atividade geradora de conhecimentos. Viajar é cultura, é conhecer novos meios de vida, novos hábitos e costumes e também novas comidas.
De acordo com números do IBGE, o Brasil recebeu em 2001 cerca de 4.773 milhões de estrangeiros, sendo que 28% dessas pessoas foram para o Rio de Janeiro.


Fazer turismo sempre soa como algo agradável e divertido. Pode também acrescentar-nos cultura e conhecimentos sobre lugares diferentes, com novos hábitos e costumes, ou ainda é sinônimo de aventura. Existe também o turismo de negócios e congressos, principalmente nas cidades grandes.



O Brasil atende a todas estas modalidades de turismo e registra um grande crescimento relativo ao setor. Porém, além de comemorar este avanço, é preciso aprender a praticar o turismo consciente, voltado à necessidade de se preservarem os patrimônios naturais e culturais do País.


O que é o Turismo?


Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, turismo define-se por ação ou efeito de viajar, basicamente com fins de entretenimento e eventualmente com outras finalidades, como por exemplo culturais.

Parabéns a todos os que trabalham nessa

importante área!

1º DE MARÇO DI DO TURISMO ECOLOGICO

Não se trata propriamente de uma novidade que o Turismo é uma grande indústria em todo o mundo.
O que surpreende é o crescimento do chamado Ecoturismo: 20% a cada ano. Não à toa esse segmento ganhou uma data comemorativa: 1º de março 
– Dia do Turismo Ecológico. Numa visão global, o Brasil destaca-se em relação aos demais países do mundo, com uma inigualável variedade de atrativos naturais.

Segundo dados do Instituto de Ecoturismo do Brasil, há 10 anos o segmento foi responsável pela movimentação de R$ 2,2 bilhões, saltando para R$ 3 bilhões em 1995, ou seja, um aumento de 36% em apenas um ano. 

Valores que extrapolam a média mundial de 20%, notoriamente muito superior à expansão de qualquer segmento de negócios. Estima-se que em 2005 o Ecoturismo deva movimentar US$ 10,8 bilhões no País.
Os números espelham o desejo de muitos turistas em fazer uma viagem com destino a um paraíso ecológico, cercado por muita natureza, com rios, lagos, tranqüilidade, segurança, áreas próprias para a realização de esportes radicais e passeios ecológicos.

Essa é exatamente a definição do Aguativa Resort.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

ECOTURISMO SEM COMPROMISSO SOCIAL


Definido como um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e promove o bem-estar das populações envolvidas, o ecoturismo que emerge das políticas oficiais no Estado do Pará ainda está longe do proposto, principalmente em relação ao benefício social.
Esta é uma das principais conclusões do estudo realizado pelo professor Paulo Moreira Pinto, do departamento de Turismo da UFPA. Com o título "Unidade de Conservação na Amazônia - o Ecoturismo no Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas, Pará", o estudo, orientado pela professora Lígia Simonian, será apresentado como dissertação no curso de mestrado em Serviço Social.
Especialista em ecoturismo pelo Núcleo de Meio Ambiente da UFPA, Paulo Pinto vem se dedicando à pesquisa desse ramo do turismo, tendo produzido, com o professor Raul Ivan Campos, um estudo sobre o Parque Ambiental de Belém. Mais conhecido por Parque do Utinga, essa área de proteção sofre forte pressão populacional, com graves prejuízos aos mananciais que abastecem a cidade.
A partir de 1997, Paulo Pinto concentrou seu interesse sobre uma das áreas de maior potencial turístico do Pará, a Serra das Andorinhas, uma faixa de terra no município de São Geraldo do Araguaia, ao lado de Xambioá, palco da guerrilha do Araguaia na época do regime militar.
Na década de 1980, pesquisas constataram o alto valor da serra para as Ciências Naturais, sobretudo às áreas da Arqueologia, da Botânica e da Biologia. A serra é um santuário ecológico, com mais de 106 sítios arqueológicos, 42 cavernas, 34 cachoeiras, 30 grutas, oito tipos de florestas diferentes, mais de cinco mil gravuras e pinturas rupestres, além de 80 espécies de orquídeas, 200 tipos de árvores, 51 espécies de plantas medicinais e mais de 500 espécies de animais vertebrados, entre as quais algumas espécies em extinção.

Para evitar que a pressão popular, numa área de muitos conflitos fundiários, causasse algum tipo de dano aos recursos naturais e à biodiversidade do local, o governo do Pará fez o tombamento da serra em 1989. Sete anos depois, criou o Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas, e delimitou uma Área de Proteção Ambiental com 60 hectares de entorno. A partir daí, o Parque entrou para a rota do turismo, em seu ramo mais recente, o ecoturismo, que vem se colocando na Amazônia dentro da perspectiva do desenvolvimento sustentável.

Em 1997, Paulo Pinto realizou uma pesquisa documental em Marabá, onde encontrou alguns registros sobre a serra. No ano seguinte, o pesquisador começou a aproximação com a área de estudo, realizando pesquisa documental em São Geraldo do Araguaia. Em 2001, ele manteve os primeiros contatos com os moradores, principalmente os mais antigos e formadores de opinião, entre os quais presidentes de associações e diretores da colônia de pescadores. Atualmente habitam a área cerca de mil pessoas, dispersas em pequenas vilas. Paulo Pinto centrou seu foco sobre a comunidade de Santa Cruz, uma das mais numerosas, com cerca de 200 habitantes. A população da serra sobrevive da agropecuária de subsistência.
Mesmo depois que o Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas se transformou num dos pólos da política de ecoturismo do governo estadual, nada mudou para a população local. Os jovens, por exemplo, sem escolas para todos e sem oportunidades de trabalho, continuam migrando para outras cidades. Apesar do ecoturismo se preocupar com o desenvolvimento sustentável das populações nativas, pregando a inserção delas nas atividades e no desenvolvimento de políticas públicas participativas, os habitantes da Área de Proteção Ambiental, em São Geraldo, continuam esquecidos pelo Poder Público.
  
Dissertação de mestrado analisa política oficial de turismo em área de proteção ambiental
Walter Pinto

PÓLOS DE ECOTURISMO NAS REGIÕES DO BRASIL

A procura por um turismo onde o grande atrativo é a natureza e a relação do homem com o meio ambiente tem se intensificado cada vez mais. No Brasil, as áreas com grande potencial ecoturístico já foram mapeadas pela Embratur em conjunto com o Instituto de Ecoturismo do Brasil (IEB), e divididas em Pólos de Desenvolvimento de Ecoturismo.
Contrapondo-se ao turismo de massa, o ecoturismo atua com grupos pequenos, pela própria necessidade de reduzir o impacto nos locais visitados e garantir a sustentabilidade da principal fonte de renda da atividade: o ambiente natural. No entanto, os números começam a tomar proporções grandiosas, despertando a preocupação de governos e da sociedade ci
vil organizada.
A preocupação do governo com o fortalecimento da atividade ecoturística se traduz em diversas iniciativas. Recentemente, o Ministério do Esporte e Turismo assinou um convênio para liberar recursos para o projeto Pólo de Ecoturismo do Brasil, que será implantado, inicialmente, em 14 pólos em todas as regiões do país.

Os Pólos de Desenvolvimento do Ecoturismo

O Projeto Pólos de Desenvolvimento de Ecoturismo no Brasil, identificou localidades brasileiras onde a prática do ecoturismo vem ocorrendo e fez um inventário das características, das potencialidades e infra-estruturas de apoio disponíveis. Em todo o Brasil foram identificados 96 pólos, divididos pelas cinco regiões brasileiras.
O conceito de Pólo de Ecoturismo vai além da divisão meramente política de estados ou municípios. Para a Embratur, são considerados Pólos de Ecoturismo as áreas onde as atividades ecoturísticas já vêm sendo desenvolvidas com sucesso, promovidas por um número viável de agentes, ou em locais com potencial para esse tipo de turismo. 
Os pólos foram mapeados por ecossistemas, e por isso não necessariamente obedecem às delimitações dos estados.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

TRAGA SEU LIXO DE VOLTA



• Se você puder levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta.
• Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros!
• Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
• Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação.


VOCÊ É RESPONSÁVEL POR SUA SEGURANÇA



• O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.
• Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro de viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, se necessário.
• Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
• Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada, etc.
• Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisos e uso inadequado de equipamentos.
Leve sempre lanterna, agasalho, capa de chuva e um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
• Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.

EXCURSIONISMO DE MÍNIMO IMPACTO PLANEJAMENTO É FUNDAMENTAL


• Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
• Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
• Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
• Evite viajar para áreas populares durante feriados prolongados e férias.
• Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta.
• Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

COMO SER UM ECOTURISTA CONSCIENTE


Durante a Viagem:

• Enquanto você estiver viajando, minimize os impactos ambientais, sociais e econômicos da sua visita;
• Lembre-se: você é o convidado;
• Seja culturalmente sensível e respeite os costumes locais;
• Fique o tempo suficiente em cada lugar para poder apreciá-lo;
• Viaje por meio de seus próprios músculos;
• Seja cuidadoso em não introduzir plantas e animais exóticos;
• Deixe o lugar mais limpo do que você encontrou;
• Familiarize-se com as regulamentações locais;
• Não utilize sabão ou detergente em áreas naturais;
• Quando viajando, gaste o dinheiro nos comércios locais;
• Considere as implicações da compra de produtos animais e vegetais.
Não os consuma se a espécie estiver ameaçada de extinção, for rara ou se a atividade não é legalmente reconhecida;
• Não encoraje o comércio ilegal comprando produtos feitos com espécies ameaçadas.
Quando você retornar
• Fomente e gere um conhecimento natural e cultural dos lugares que você visitou;
Considere os efeitos ambientais e culturais da sua visita. Forneça um retorno à sua operadora, sua agencia e às agências de governo (quem maneja a área).




PRINCÍPIOS DO ECOTURISMO


O Ecoturismo é uma opção diferente de lazer, uma viagem que tem como objetivo o contato direto com a natureza, a contemplação e interpretação dos ambientes visitados:
• A viagem de Ecoturismo tem um foco primário em visitar ambientes naturais relativamente remotos e inalterados.
 • O Ecoturista mantém um baixo impacto sobre o ambiente natural, sem alterar o recurso ou afetar negativamente a experiência.
• Os participantes trazem consigo uma ênfase educacional e um desejo em aprender mais sobre a história natural e cultural dos lugares visitados.
• O Ecoturista oferece benefícios diretos à economia e aos habitantes locais, além de colaborar com a preservação das áreas naturais e habitats da vida selvagem.
 • O Ecoturista promove o crescimento econômico enquanto protege o ambiente natural - qualquer desenvolvimento deve ser sujeito a limitações.
• A agência/operadora ajuda a custear o policiamento de suas próprias atividades, contribuindo com a preservação ambiental. Os viajantes devem ter o espírito da apreciação, participação e sensibilidade.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

POTENCIALECOTURISTICO BRASILEIRO


O Brasil tem uma superfície de 8.511.596,3 Km2. No âmbito dessa extensão continental abrange desde regiões equatoriais ao norte até áreas extratropicais ao sul, diferenciadas climática e geomorfologicamente, com uma extraordinária diversidade ecológica.
Incluído dentre os países de mega diversidade, detém um número entre 10% e 20% do total de espécies do planeta. Esta riqueza conhecida corresponde a 22% da flora, 10% do anfíbios e mamíferos e 17% das aves do mundo.

A superfície territorial brasileira abriga diferentes ecossistemas, destacando-se:


A Amazônia Central abriga o maior complexo hídrico-fluvial da Terra, com cerca de 7 milhões de km2, sendo uma região de dimensões continentais. A hiléia brasileira com cerca de 3,3 milhões de km2 sobrepõe-se, em grande parte à área da bacia hidrográfica do Rio Amazonas e caracteriza-se por abrigar grande riqueza biológica, com enorme diversidade de flora e fauna. É considerada uma das últimas reservas florestais do planeta.

Engloba um diversificado mosaico de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, acompanhando a diversidade de solos, relevos e características climáticas da vasta região onde ocorre. Estes ecossistemas são caracterizados por uma grande diversidade biológica e altos graus de endemismo da flora e da fauna.

É o segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul, ocupando mais de 2 milhões de km2 e abriga um rico patrimônio de recursos naturais renováveis, adaptados às duras condições climáticas edáficas e hídricas, que determinam sua própria existência.

O Pantanal é a maior área de terras inundáveis da América do Sul, compreendendo a totalidade da bacia do Alto Paraguai, uma área de 496.000 km2, dos quais 393 estão localizados no Brasil.
A porção brasileira da Bacia abrange dois ecossistemas independentes: a parte baixa da Bacia - planícies de inundação - e a parte alta da Bacia - ou margem/borda, onde vivem inúmeras espécies, desde endêmicas até migratórias.

A Caatinga cobre aproximadamente 825.143 km2 do Nordeste e parte do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, apresentando planícies e chapadas baixas. A vegetação é composta de vegetais lenhosos, misturados com grande número de cactos e bromélias. A secura ambiental, pelo clima semi-árido, e sol inclemente impôe hábitos noturnos ou subterrâneos. Répteis e roedores predominam na região. Entre as mais belas aves estão a arara-azul e o acauã, um gavião predador de serpentes.

A Floresta com Araucárias, também conhecida como "Complexo dos Pinhais", pela predominância do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), constitui uma formação vegetal heterogênea: mata de araucárias, campos e paredões rochosos vegetados formando escarpas de até 300m de queda livre.
Os campos da Região Sul do Brasil são denominados "pampas", termo de origem indígena para "região plana". Esta denominação, no entanto, corresponde somente a um dos tipos de campo. Outros tipos, conhecidos como campos do alto da serra, são encontrados em áreas de transição com a Floresta com Araucárias. Em outras áreas encontra-se, também, um campo de fisionomia semelhante à savana. Merecem destaque os campos inundáveis, como é o exemplo o "Banhado do Taim". Esses campos são importantes reservas naturais da vida selvagem.

O Manguezal ou mangue é um tipo de vegetação litorânea que constitui um dos mais típicos ecossistemas tropicai de grande importância ecológica e geológica. A fauna, em especial as aves e invertebrados, ocupa nichos ecológicos importantes e diversificados. 

Zonas Costeiras

O litoral brasileiro tem uma extensão de 7.367 km, apresentando uma imensa gama de ecossistemas: campos de dunas, ilhas, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos, falésias e baixios.