quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TARDE MUDA



Neste final de tarde
há ouro no céu de crepúsculo
encolho suavemente as asas
entro para dentro

Fecho as cortinas
uma sombra repousa
sobre as palavras
entre quatro paredes

Acordo simplesmente fitando
o dia cheio de sol
ou suave de chuva
em cada sonho um roteiro


Sinto a vida correr em mim
como um rio por seu leito
em silêncio, deslizam palavras
num verso só e mudo





ANGELA WARLET

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